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quinta-feira, 30 de junho de 2011

OPINIÃO SOBRE RELACIONAMENTO

Quem não fala, não ocupa seu lugar na relação e não dá ao outro a chance de conhecê-lo. E quem fala demais, corre o risco de ser chato e cansativo. De uma forma ou de outra, o que acontece, na maioria das vezes, é que o parceiro perde o interesse em estabelecer o diálogo, porque sabe que ou o outro não vai se expor, não vai falar o que pensa e quer ou vai falar demais, ser repetitivo, detalhista, redundante e confuso.
E você poderia pensar: mas o outro deveria gostar de mim do jeito que eu sou. É verdade, você tem razão. Entretanto, se o intuito é evoluir e facilitar o exercício do amor, por que não nos esforçarmos para melhorar e tornar mais interessante a nossa relação?
Tenho notado que as relações mais duradouras, que já ultrapassaram a fase da paixão, da idealização e ganharam em responsabilidades, rotina e compromissos familiares, perdem facilmente a capacidade de entendimento através do diálogo, da comunicação.
Os casais reclamam um do outro, alegando falta de compreensão, decepção em relação às atitude dele ou dela, enfim, comportamentos que mais revelam uma completa falta de verbalização adequada do que um problema realmente sério e difícil de ser solucionado.
Mas não estou me referindo ao simples ato de engolir as palavras do outro como flechas ou abrir a boca e disparar acusações indiscriminadamente. Estou me referindo, antes, ao desejo de entender o outro, a intenção comprometida e respeitosa de ouvi-lo, de tentar absorver os sentimentos impressos em suas palavras, da compaixão de conseguir se colocar no lugar dele e interpretar carinhosamente o que ele está dizendo.
Por outro lado, também me refiro à decisão madura e pacífica de falar considerando o outro. Porque o que vejo são casais carregando suas frases de críticas, acusações, defesas e justificativas contaminadas, enfim, uma comunicação completamente distorcida e pesada, que agride até quem está de fora, ouvindo por acaso, sem fazer parte da situação.
Claro que os dois sempre acreditam que têm razão, que são os incompreendidos. No entanto, alguém tem que parar esta roda envenenada e destruidora de amores para reverter a situação e estabelecer uma nova dinâmica, um novo jeito de dialogar adequadamente.
É fácil? Claro que não, ainda mais quando os dois já estão cansados do fala demais ou fala de menos de cada um. O que fala demais tem a constante sensação de não estar sendo ouvido, e o que fala de menos tem a constante impressão de não agüentar mais ouvir e sente-se cada vez menos motivado a falar por não encontrar espaço ou não acreditar na possibilidade de obter resultados através das intermináveis e cansativas conversas.
Observe se a palavra interna mais aplicada na sua comunicação com seu parceiro é o não, a negação, o negativo. Tem casais que nem escutam o que o outro quer dizer, a opinião ou explicação de algo. Simplesmente iniciam suas réplicas com um não, invalidando qualquer tentativa do outro de se justificar ou se colocar na situação.
Obviamente, o ideal é que haja equilíbrio. Não é porque você descobriu que falava demais que vai agora parar de falar. Ou então, não é porque falava de menos que vai desembestar a falar sem parar. O ritmo mais adequado é aquele em que os dois conseguem falar, um de cada vez e, principalmente, que enquanto um fale, o outro interessadamente escute, respeite e considere a verdade e o sentimento confidenciados em cada palavra. Depois, absorvidos de si mesmos e do outro, que possam realmente se comprometer com a mudança, com o desejo de conquistarem-se e agradarem-se, importando-se com a felicidade mútua e o amor verdadeiramente compartilhado...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

valer a pena



No mundo dos negócios, existe um cálculo chamado custo/benefício que deveria ser usado em todas as circunstâncias da vida. O que todo mundo quer é se atirar a todos os prazeres, sem pensar nas conseqüências. Só que para cada prazer costuma chegar, mais cedo ou mais tarde, a conta. Mesmo quando se trata de coisas banais.
Existem dias em que tudo conspira a favor: você está rodeado de pessoas de quem gosta, a conversa está ótima, a música maravilhosa, não vai ter que trabalhar no dia seguinte, já sabe em quem vai votar. Porém, às vezes você tem um trabalho para terminar – e como resistir àquele convite? A certeza de uma noite agradável é bem melhor do que cumprir a obrigação, claro. Acaba optando por deixar a tarefa para o dia seguinte; afinal, pode conciliar, e não perde o jantar nem o trabalho. Aí, passa a noite angustiado, acaba fazendo mal o trabalho e se sentindo péssimo será que valeu? O que se quer na vida é comer o bolo e ao mesmo tempo guardar o bolo, e quem souber conciliar as duas coisas, por favor,me ensinem.
Mas existem problemas mais difíceis de resolver: é quando eles envolvem sentimentos. Você está com um mulher legal, mas passando por um momento de crise. Há muito tempo ela não diz que você é bonito e gostoso, como fazia antes, e você precisa ouvir essas palavras mais do que do ar que respira. Pois é exatamente
nessa hora que aparece a outra. Ela tem faro; faro para detectar que aquele é o momento certo para chegar perto e dizer o que você precisa ouvir: que é bonito e gostoso – e tudo que vem na seqüência. E aí, como é que fica?
Se for em frente, está arriscando uma relação com muitos prós por uma aventura que pode ou não ter conseqüências, e geralmente não tem. Mas por acaso é justo abrir mão de sensações maravilhosas, de ouvir declarações de amor, de ter a ilusão de estar apaixonado, do coração que dispara, em nome – aliás, em nome de quê? Ah, que nenhum homem nessa situação peça conselhos, pois só ele pode saber o que fazer, ele e mais ninguém.
Será a necessidade de quebrar o tédio em que se transformou a vida? Será uma atração física incontrolável? Ou estará ele apenas precisando ouvir de uma mulher, de qualquer mulher, as coisas que a outra não diz mais? Será, será – será o quê?
Difícil esse momento. Se resolver ser sensato, vai se achar antigo e careta; se por acaso se deixar levar, estará tornando muito vulnerável uma relação que ainda não acabou, e que poderia nem estar assim tão ruim se não tivesse aparecido a the best.
Antes de tomar qualquer decisão mais radical, seria bom raciocinar, mas para isso é necessário cabeça fria. Para não pensar que está apaixonado sem estar, para não achar que uma atração física – que pode existir por várias mulheres, aliás, e até ao mesmo tempo – é incontrolável, para não pensar que essa dificuldade vital de se sentir desejado é suficiente para mudar os rumos de uma vida.
É claro que não se pode – nem se deve – ser sensato o tempo todo. Mas quando a conta chegar – porque ela chega – é importante que seja paga com prazer. E só se paga com prazer o que valeu de verdade

domingo, 8 de agosto de 2010


sou adepto do bom humor como política de vida, dou meu braço a torcer: as vezes, a irritabilidade ataca num grau incontrolável, não há exercício de respiração, jogo do contente ou saldo bancario positivo que dê jeito. É ai colega...se não pode vencê-lo, junte-se a ele. Até porque resistir só aumentaria o problema, por que sentimos medo?! Qual o problema com esse sentimento que nos proíbe de fazer o que necessitamos, o que temos realmente vontade, de experimentar algo novo, sensações, sentimentos, na maioria das vezes envolve o medo. Eu realmente não sei se ele nos estimula ou nos proíbe, para pessoas acomodadas deve ser uma porta pesada e fechada, mas para pessoas que adoram um desafio, que mesmo com seus problemas possuem vontade de viver, o medo pode ensinar muito.
Às vezes esse medo, essas dificuldades estão querendo lhe mostrar alguma coisa, pense nisso. O que ele está querendo de você???
Dizem que ter medo é bom, pois a capacidade de enfrentá-lo proporciona coragem. Ter receio é bom, pois nos faz pensar duas vezes antes. Mas coragem é sinônimo do quê, além de bravura? Existem vários sinônimos para esta palavra, mas o que adquirimos ao conquistarmos a coragem, enfrentando o medo é muito mais valioso do que seu significado, é o conhecimento, é a vivência de um fato, a experiência, uma história de conquista. Uma vitória!
Acho que sentir medo é normal, afinal, experiências que nunca foram vividas, originam medo, mas deixar de vivê-las sempre, se restringir, viver sob a influência do medo já não é normal. Esconder-nos atrás de uma armadura ou uma parede com medo de viver experiências novas na vida é caminhar sem enxergar o que existe de maravilhoso, é morrer aos poucos. Pois a vida é um raio, um momento...passa rápido.
Acho que o que devemos fazer em momentos de medo é resgatar as nossas melhores lembranças, refletir sobre quem somos e o que somos capazes, nunca se menospreze, você pode se surpreender consigo mesmo, enfim, nos resgatar, tirar proveito de tudo que já nos aconteceu, confiar na sua capacidade, respirar fundo (ajuda a oxigenar o cérebro rss, e tentar enfrentar seu medo da sua maneira, fazer porque você quer, não porque está sendo pressionado, fazer no momento que você estiver preparado....e BAAM! Quando você vê, viveu um experiência nova, e é assim que vamos chegando perto da felicidade, aos poucos, da sua maneira, enfrentando seus medos.
no meu caso foi o AMOR que me motivou a enfrentar meus medos, sim este amor tem nome
e por ele que ando por caminhos desconhecidos. Esse sentimento realmente é tudo de bom. O amor não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não exige, oferece. Não pergunta, adivinha. Existe simplesmente para nos fazer felizes.
Celso e Cristiane